Comércio varejista cai 1,2 % em julho

Conforme a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC/IBGE), analisada pelo Instituto Mauro Borges de Estatística e Estudos Socioeconômicos (IMB), as vendas do comércio varejista goiano caíram no volume e na receita do comércio restrito, que exclui os segmentos de veículos e motos, partes e peças e de material de construção, com taxas de -1,2% e -1,8%, respectivamente, na comparação com o mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais (Tabela 1). Na mesma métrica, o indicador para o varejo nacional ficou estável para o volume de vendas e 0,3% para a receita nominal.

Em julho/2017, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o volume de vendas do comércio goiano restrito, descontada a inflação, apresentou queda de 9,5%. Nessa mesma comparação, o desempenho do apurado para o varejo brasileiro cresceu 3,1%. Em julho 20 unidades da Federação apresentaram taxas positivas no volume de vendas do comércio, conforme descrito no Gráfico 1.

O comércio varejista ampliado goiano, que inclui o varejo restrito mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, registrou em julho/17 decréscimo nas vendas de 8,6%, em relação a igual mês do ano anterior. Nos últimos 12 meses, a retração no volume de negócios em Goiás foi de 9,0%. Na mesma comparação, o varejo brasileiro avançou 5,8% em julho e, em 12 meses recuou 2,8%.

 

Tabela 1 - Brasil e Goiás: Variação do Volume e da Receita Nominal de Vendas no Comércio Varejista – 2017

(Com Ajuste Sazonal Base: Mês anterior = 100 – (%)

 

Variação Mensal (%)

 

Brasil

Goiás

 

mai/17

jun/17

Jul/17

mai/17

jun/17

Jul/17

Volume de Vendas

0,2

0,9

0,0

1,6

1,6

-1,2

Receita de Vendas

0,4

0,7

0,3

1,8

1,9

-1,8

Fonte: IBGE - Pesquisa Mensal de Comércio.

Elaboração: Instituto Mauro Borges/Segplan-GO/Gerência de Contas Regionais e Indicadores – 2017.

  



 

Varejo Goiano Restrito

Em termos de segmentos, a variação no volume de vendas, na comparação jul17/jul16, foi negativa para a maior parte do comércio goiano. Com uma dinâmica de vendas associada ao nível de preços e à renda da população, os resultados da atividade são influenciados, principalmente, pelo poder de compra do consumidor.

A maior queda foi registrada pelo segmento de Combustíveis e Lubrificantes, com uma taxa em julho de -29,5%, acumulando nos últimos doze meses -16,8%. Outro segmento com queda acentuada foi Hipermercados e supermercados, com taxa de -14,4%, com acumulado nos últimos dozes meses de -8,1%. Esse segmento sente o reflexo do desemprego e da diminuição da renda.

O segmento de Eletrodomésticos destacou-se com resultado positivo de 11,0%, em julho, apesar de apresentar queda de 5,4% no acumulado de 12 meses.

 A Tabela 2 permite observar as taxas de variação do volume de vendas para o Brasil e para Goiás, durante os meses de maio, junho e julho, além do acumulado no ano e nos últimos doze meses.

 

Tabela 2 - Brasil e Estado de Goiás: Variação do volume de vendas no comércio varejista                     (Base: Igual mês do ano anterior = 100)

 

Segmentos

Variação (%)

 

Brasil

Goiás

 

Variação Mensal

Acumulado

Variação Mensal

Acumulado

 

No    Ano

12       Meses

No    Ano

12       Meses

 

mai/17

jun/17

Jul/17

mai/17

jun/17

Jul/17

 

Comércio Varejista Geral

2,6

2,9

3,1

0,3

-2,3

-7,2

-5,8

-9,5

-9,3

-8,7

 

Combustíveis e lubrificantes

-0,4

0,1

-0,9

-3,1

-5,4

-15,8

-18,6

-29,5

-21,8

-16,8

 

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo

0,0

0,8

0,3

-0,5

-1,7

-13,8

-12,5

-13,5

-11,1

-8,1

 

Hipermercados e supermercados

0,1

2,0

0,1

-0,3

-1,5

-13,6

-12,6

-14,4

-11,1

-8,4

 

Tecidos, vestuário e calçados

5,1

4,2

15,4

7,1

-1,2

-0,6

8,8

7,8

1,1

-2,4

 

Móveis e eletrodomésticos

14,0

12,2

12,7

6,7

-1,2

11,2

11,9

7,8

-1,3

-7,3

 

Móveis

2,0

-0,3

6,1

-10,2

-10,8

-2,1

9,5

1,4

-22,0

-18,5

 

Eletrodomésticos

17,2

17,1

14,9

7,2

-0,8

16,0

13,9

11,0

2,8

-5,4

 

Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos

3,5

2,7

2,3

-0,4

-2,2

0,4

-0,2

1,5

-2,7

-4,1

 

Livros, jornais, revistas e papelaria

-0,8

0,7

0,2

-3,3

-8,1

-5,6

-14,6

-13,8

-12,6

-10,7

 

Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação

12,9

5,1

11,6

-0,6

-3,6

-28,6

-4,1

-8,7

-31,1

-37,7

 

Outros artigos de uso pessoal e doméstico

3,0

4,4

3,9

-0,2

-3,0

-5,4

-4,2

-12,7

-11,2

-6,7

 

Comércio varejista ampliado geral

4,9

4,3

5,8

1,1

-2,8

-5,3

-7,1

-8,6

-9,8

-9,0

 

Veículos, motocicletas, partes e peças

5,6

3,9

6,6

-2,8

-7,3

-5,8

-7,4

-11,7

-16,1

-14,5

 

Material de construção

9,4

6,6

11,1

5,6

-0,2

-0,8

-17,3

-8,4

-5,8

-6,8

 

Fonte: IBGE - Pesquisa Mensal de Comércio                                                                  

 

Elaboração: Instituto Mauro Borges / Segplan-GO / Gerência de Contas Regionais e Indicadores - 2017

 

 

Em termos de receita nominal, o valor das vendas do comércio varejista goiano apresentou queda de 11,0%, em julho de 2017. No mesmo período, a taxa foi positiva para o Brasil (1,3%). No acumulado dos últimos doze meses, essa taxa ficou em -3,6%, em Goiás, e em 2,8% no Brasil, conforme Tabela 3.

 

 

Tabela 3 - Brasil e Estado de Goiás: Variação da Receita Nominal de Vendas no Comércio Varejista (Base: Igual mês do ano anterior = 100)

 

Segmentos

Variação (%)

 

Brasil

Goiás

 

Variação Mensal

Acumulado

Variação Mensal

Acumulado

 

No    Ano

12    Meses

No    Ano

12       Meses

 

mai/17

jun/17

Jul/17

mai/17

jun/17

Jul/17

 

Comércio Varejista Geral

3,3

2,2

1,3

1,8

2,8

-6,4

-6,2

-11,0

-7,6

-3,6

 

Combustíveis e lubrificantes

-2,6

-3,3

-3,3

-4,9

-3,8

-17,5

-19,5

-30,3

-23,0

-14,0

 

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo

1,9

0,9

-1,5

1,9

4,7

-13,1

-13,7

-16,8

-10,1

-2,7

 

Hipermercados e supermercados

2,2

2,4

-1,6

2,4

5,1

-12,4

-13,5

-17,6

-9,7

-2,8

 

Tecidos, vestuário e calçados

7,2

6,3

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