Vendas de veículos contribuem para o bom desempenho do comércio varejista em Goiás

 

Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio Varejista (PMC) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Goiás registrou no mês de abril variação no volume de vendas de 8,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, taxas de 9,4% no acumulado do quadrimestre e 11,2% no acumulado dos últimos 12 meses. Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou taxas de variação de 14,2%, 13,4% e de 13,7%, respectivamente.

Para o comércio varejista ampliado, composto pelos segmentos Veículos, motocicletas, partes e peças e Material de construção, as taxas para o volume de vendas foram de 16,1% na relação abril 2011/ abril 2010, de 10,7% no acumulado do ano e de 13,5% no acumulado de 12 meses. A receita nominal, por sua vez, assumiu os valores de 18,2%, 12,7% e 15,6%, seguindo a mesma ordem de indicadores (Tabelas 1 e 2).
 

Tabela 1 - Estado de Goiás e Brasil:

Variação do Volume de Vendas no Comércio Varejista – 2011

(Base: Igual mês do ano anterior =100)

Segmento
Variação (%)
Brasil
Goiás
Abril
Acumulado
Abril
Acumulado
No ano
12 Meses
No Ano
12 Meses
Comércio varejista geral
10,0
7,6
9,5
8,4
9,4
11,2
Combustíveis e lubrificantes
0,9
4,4
6,2
-8,3
1,7
3,7
Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo
10,4
4,7
7,0
13,3
7,3
7,6
Hipermercados e supermercados
10,4
4,6
6,8
13,6
7,6
7,9
Tecidos, vestuário e calçados
1,7
7,3
9,5
5,9
11,6
13,6
Móveis e eletrodomésticos
19,2
17,4
17,0
4,4
10,2
14,6
Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos
10,0
9,5
10,8
15,2
20,8
21,0
Livros, jornais, revistas e papelaria
3,4
8,1
11,7
21,5
11,0
4,8
Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação
-2,4
5,5
17,6
10,8
31,5
18,7
Outros artigos de uso pessoal e doméstico
12,3
8,4
9,7
26,0
16,6
15,7
Comércio varejista ampliado geral
11,8
8,2
10,2
16,1
10,7
13,5
Veículos, motocicletas, partes e peças
15,5
8,5
10,6
27,0
12,7
16,4
Material de construção
9,5
12,5
14,5
0,2
4,8
10,2

 

             Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.




Tabela 2 - Estado de Goiás e Brasil:

Variação da Receita Nominal no Comércio Varejista – 2011

(Base: Igual mês do ano anterior =100)

Segmento
Variação (%)
Brasil
Goiás
Abril
Acumulado
Abril
Acumulado
No Ano
12 Meses
No Ano
12 Meses
Comércio varejista geral
15,4
12,6
13,7
14,2
13,4
13,7
Combustíveis e lubrificantes
14,4
9,6
9,2
19,0
12,2
4,1
Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo
17,1
12,2
12,8
20,0
15,3
13,5
Hipermercados e supermercados
17,0
12,0
12,5
20,2
15,6
13,6
Tecidos, vestuário e calçados
9,0
14,5
15,7
11,0
16,3
16,4
Móveis e eletrodomésticos
15,1
15,2
17,6
-1,3
4,7
12,9
Artigos farmacêuticos, médicos, ortopéd. de perfumaria e cosméticos
14,1
13,4
14,4
17,6
23,8
24,0
Livros, jornais, revistas e papelaria
7,3
12,2
15,7
22,7
12,6
6,7
Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação
-14,8
-7,2
6,1
2,0
15,9
5,2
Outros artigos de uso pessoal e doméstico
18,6
14,7
16,4
33,7
23,0
22,1
Comércio varejista ampliado geral
14,8
11,4
13,3
18,2
12,7
15,6
Veículos, motocicletas, partes e peças
13,6
7,7
11,2
25,6
12,1
17,3
Material de construção
14,1
17,6
19,7
6,0
12,1
18,5


 

              Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.

 

O gráfico 1 demonstra através da média móvel de 3 meses, a considerável redução do volume de vendas nesse primeiro quadrimestre ocasionado, em grande parte, pelas tentativas do governo de conter a inflação, limitando o crédito e aumentando a taxa de juros. A média móvel de 12 meses também apresenta os efeitos dessas políticas no varejo, apesar de suavizar um pouco as diferenças, devido à base de dados para a média ser para um período mais extenso.


Gráfico 1 - Variação % do volume de vendas

no comércio varejista de Goiás - média móvel



 

A média móvel de três meses apresentada no gráfico 2, para a receita nominal de vendas, mostra que não houve nenhuma grande retração durante os três primeiros meses do ano. Isso ocorreu devido à alta nos preços de diversos itens, como alimentos e combustíveis, compensando a queda no volume de vendas. O maior recuo, no entanto, aconteceu no mês de abril, quando os preços começaram a cair e atingiram um patamar de maior estabilidade.


Gráfico 2 - Variação % da receita nominal de vendas

no comércio varejista de Goiás - média móvel

 

 

Resultados Setoriais do Comércio Varejista Goiano

O segmento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico obteve a taxa de maior representatividade no comércio varejista de Goiás, com acréscimo no volume de vendas, em abril, de 26% sobre igual mês do ano anterior e taxa acumulada no quadrimestre e nos últimos 12 meses, respectivamente, de 16,6% e 15,7%. Para a receita nominal, o setor apresentou taxas de 33,7% na comparação com abril de 2010, 23% no ano e 22,1% nos 12 meses. O fator que mais influenciou esse desempenho foram os gastos com a Páscoa, que nesse ano, concentraram-se no mês de abril.

A atividade de Livros, jornais, revistas e papelaria exerceu o segundo maior impacto na formação da taxa do comércio varejista goiano. Em relação a abril de 2010, apresentou aumento no volume de vendas de 21,5% e taxas acumuladas de 11% para os primeiros 4 meses do ano e de 4,8% para os últimos 12 meses. A receita nominal de vendas apresentou taxas de 22,7%, 12,6% e 6,7% para a mesma ordem de indicadores.

A atividade que obteve a terceira maior participação no varejo nesse mês de abril foi a de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, registrando na comparação com abril de 2010, crescimento de 15,2% e taxas acumuladas no ano e nos últimos 12 meses de 20,8% e 21,0%, respectivamente. A variação da receita apresentou crescimento de 17,6%, 23,8% e 24,0%. O setor vem crescendo à taxa de dois dígitos a quinze meses consecutivos. A expansão da massa de salário, a essencialidade dos produtos comercializados, e a maior oferta de itens genéricos (com preços mais acessíveis) são os principais fatores explicativos do desempenho positivo do segmento.

O segmento Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo exibiu variação de 13,3% no volume de vendas em abril sobre igual mês do ano anterior, o maior resultado apresentado desde março de 2010. Em termos acumulados, a taxa para os quatro primeiros meses do ano foi de 7,3% e para os últimos 12 meses, de 7,6%. A receita nominal apresentou taxa de 20% em abril, registrando a maior variação positiva desde abril de 2006. O bom desempenho desse setor pode ser explicado pela desaceleração no aumento dos preços dos alimentos e dos gastos no período da Páscoa.

O segmento Combustíveis e lubrificantes sofreu retração de -8,3% no volume de vendas na comparação entre abril de 2011 e abril de 2010. Em termos de desempenho acumulado, as taxas de variação foram de 1,7% no ano e 3,7% nos últimos 12 meses. A receita nominal de vendas, ao contrário do volume, registrou variação positiva de 19% em abril desse ano sobre o do ano passado. Tais resultados podem ser explicados pela alta dos preços dos combustíveis em Goiás durante o período da entressafra da cana de açúcar.

O segmento componente do comércio varejista ampliado, Veículos, motocicletas, partes e peças, apresentou no mês de março variação negativa de -6,3% para o volume de vendas e -7,2% para a receita nominal, já no mês de abril do corrente ano voltou a apresentar taxas positivas de 27% e 25,6%, respectivamente, na comparação com o mesmo mês de 2010. Apesar das políticas de restrição ao crédito, adotadas pelo governo federal, as vendas de veículos em Goiás aumentaram no mês de abril, devido principalmente ao esforço que as concessionárias fizeram investindo em publicidade e oferecendo vantagens para atrair os consumidores.

O comércio varejista goiano obteve, nesse mês de abril, desempenho abaixo da média nacional de 10% para o volume de vendas. Os segmentos Combustíveis e lubrificantes (-8,3%), Móveis e eletrodomésticos (4,4%) e Material de Construção (0,2%) foram os que mais influenciaram para esse comportamento.

Equipe de Conjuntura da Seplan:

Dinamar Ferreira Marques

Eduiges Romanatto

Fernanda Cristina Gomide Pereira

Marcos Fernando Arriel
Maria de Fátima Mendonça Faleiro Rocha


 

 

 

Utilizamos cookies essenciais e tecnológicos semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.

Utilizamos cookies essenciais e tecnológicos semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.