Volume de vendas do comércio varejista goiano tem pequeno decréscimo (-0,2%) em abril.

No mês de abril/2007 o comércio varejista goiano registrou taxa negativa de crescimento de –0,2% no volume de vendas, abaixo da média nacional que foi de 0,4%.  Já a receita nominal, cresceu 1,13% pouco acima da média nacional que foi de 0,8%. A variação considerando o mês anterior com ajuste sazonal foi de –5,8% no volume de vendas e –5,7% na receita nominal.  Apesar de os indicadores apresentarem um desaquecimento, o resultado no acumulado do primeiro quadrimestre do ano é positivo, 5,9% para o volume de vendas e de 7,4% para receita nominal. Também, atentando-se para a média móvel das variáveis (gráficos abaixo), percebemos estabilidade na receita e pequeno decréscimo no volume de vendas. Assim, a priori, o pequeno desaquecimento no comércio não parece ser um resultado de tendência, mas efeito isolado de um setor, principalmente, sobre o conjunto, qual seja, o de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicações que obteve resultado negativo de -32,16%.

O item de maior destaque no comércio varejista goiano foi o setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, que apresentou crescimento de 8,8% no volume e 10,9% na receita nominal. O segmento de livros, jornais, revistas e papelaria, também apresentou resultados positivos, 4,3% no volume de vendas e 10,3% na receita nominal.

Por outro lado os segmentos de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicações, bem como combustíveis e lubrificantes, recuaram tanto no volume de vendas, quanto na receita nominal, obtendo resultados negativos.

Para o comércio varejista ampliado, que considera a venda de veículos, motores partes e peças bem como material de construção, o crescimento no volume de vendas foi considerável, registrando elevação de 16,2% e na receita nominal de 16,4%. O desempenho positivo do comércio ampliado continua refletindo o aumento do poder de compra da população decorrente basicamente do aumento da massa de salários da economia e da facilitação do crédito para o setor veículos.

Considerando os itens do comércio varejista ampliado, o segmento veículos, motores, partes e peças continuam liderando entre os itens pesquisados, com crescimento considerável no volume de vendas, 48,8%, e na receita nominal de 44,2%, resultados influenciados pela renda disponível e pelo acesso ao crédito, devido às boas perspectivas do cenário econômico. O segmento material de construção apresentou crescimento no volume de 2,6% e na receita nominal de 7,8%.

 

 

Estado de Goiás e Brasil: Variação do Volume de Vendas no comércio varejista  – abril de  2007

Segmentos

Variação (%)

Brasil

Goiás

abr

No ano

abr

No ano

Combustíveis e Lubrificantes

6,6

5,3

-0,7

-0,4

Hipermercados supermercados produtos alimentícios, bebidas e fumo

4,2

6,4

-2,3

4,8

- Hipermercados e Supermercados

4,4

7,3

-2,4

4,8

Tecidos, vestuários e calçados

4,3

6,1

-4,3

0,7

Móveis e eletrodomésticos

13,1

18,5

2,1

12,8

Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos

8,1

6,0

8,8

5,8

Livros, jornais, revistas e papelaria

8,6

5,8

4,6

-2,6

Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação

25,6

21,6

-32,2

-17

Outros artigos de uso pessoal e doméstico

23,5

22,3

2,8

8,7

Comércio varejista geral

7,5

9,2

-0,2

5,9

Veículos, motores, partes e peças

33,9

21,3

48,8

30,4

Material de construção

11,0

7,2

2,7

2,7

Comércio varejista ampliado  geral

14,9

12,6

16,2

14,5

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.

 

 

Estado de Goiás e Brasil: Variação da Receita Nominal no comércio varejista – abril de  2007

Segmentos

Variação (%)

Brasil

Goiás

Fev

No ano

Fev

No ano

Combustíveis e Lubrificantes

1,0

1,5

-5,3

-5,9

Hipermercados supermercados produtos alimentícios, bebidas e fumo

8,0

9,1

1,4

6,6

- Hipermercados e Supermercados

8,2

10,0

13,2

11,1

Tecidos, vestuários e calçados

8,1

10,6

-0,9

5,2

Móveis e eletrodomésticos

9,0

13,5

1,4

11,8

Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos

10,6

10,0

10,9

8,8

Livros, jornais, revistas e papelaria

9,3

7,2

10,3

3,0

Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação

8,8

5,6

-39,5

-25,5

Outros artigos de uso pessoal e doméstico

18,4

17,5

5,1

12,1

Comércio varejista  geral

8,2

9,4

1,1

6,1

Veículos, motores, partes e peças

31,1

18,5

44,2

26,9

Material de construção

15,0

10,8

7,8

7,7

Comércio varejista ampliado geral

15,1

12,2

16,5

13,9

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.

 

 

 

Equipe de Conjuntura da Seplan:

Dinamar Ferreira Marques

Eduiges Romanatto

Marcos Fernando Arriel

Maria de Fátima Mendonça Faleiro Rocha

Utilizamos cookies essenciais e tecnológicos semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.

Utilizamos cookies essenciais e tecnológicos semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.