Goiás - Visão Geral

Goiás, um dos 26 estados brasileiros, está situado na região Centro-Oeste do país ocupando uma área de 340.106 km². Sétimo estado em extensão territorial, Goiás tem posição geográfica privilegiada. Limita-se ao norte com o estado do Tocantins, ao sul com Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, a leste com a Bahia e Minas Gerais e a oeste com Mato Grosso. Goiás possui 246 municípios e uma população de 6,921 milhões de habitantes.

Goiânia, sua capital, é o núcleo polarizador da Região Metropolitana, aglomerado de 20 municípios que abriga 2,494 milhões de habitantes e 40% do Produto Interno Bruto goiano. O crescimento econômico com grande oferta de oportunidades é o atrativo de muitos migrantes. Apesar de sediar grandes indústrias, é o setor de Serviços o pilar de sua economia. A capital é um centro de excelência em medicina e vem consolidando sua vocação para o turismo de negócios e eventos. Além de apresentar bons índices de qualidade de vida, acima da média nacional, Goiânia é uma das cidades com a área urbana mais verde do país.

O clima tropical predomina em Goiás, com a presença de duas estações bem definidas: um verão úmido e um inverno seco, cujas temperaturas médias variam entre 18º e 26ºC. O índice pluviométrico acontece entre os meses de setembro a abril, oscila entre 1.200 a 2.500 mm, ocorrendo chuvas mais concentradas no verão.

Mapa mundi com destaque para o território de Goiás

Distância de Goiânia (capital) às principais capitais brasileiras

Capital

Distância (km)

Belém

2.046

Belo Horizonte

874

Brasília

210

Campo Grande

877

Cuiabá

934

Curitiba

1.226

Florianópolis

1.536

Fortaleza

2.609

Manaus

3.291

Porto Alegre

1.847

Recife

2.434

Rio de Janeiro

1.338

São Paulo

936

Vitória

1.386

Fonte: IBGE/Instituto Mauro Borges / Segplan-GO

Mapa do Brasil com a relação de distância em Goiânia e as demais capitais brasileiras

Dados gerais do Estado de Goiás

Número de municípios

246

População de Goiás (2018) (hab)

6.921.161

Área (2016) (km2)

340.106,492

Densidade demográfica (2018)(hab/km2)

20,35

Participação na população do estado/Brasil (%)

3,3

IDHM (2015)

0,756

Taxa de urbanização (%) (2015)

91,63

Taxa de Desocupação (%) (jul/set - 2017)

9,2

Taxa bruta de mortalidade infantil (por 100 mil hab) (2017)

14,52

Esperança de vida ao nascer (em anos) (2017)

74,3

Fonte: IBGE, PNUD.

Elaboração: Instituto Mauro Borges / Segplan-GO

 

Distância da capital a cidades goianas selecionadas

Cidade

Km

Anápolis

53

Rio Verde

216

Aparecida de Goiânia

18

Catalão

258

Senador Canedo

16

Itumbiara

203

Luziânia

186

Jataí

305

São Simão

351

Trindade

18

Pirenópolis

118

Caldas Novas

165

Goianésia

168

Rio Quente

176

Cristalina

275

Niquelândia

347

Alto Paraíso de Goiás

425

Fonte: AGETOP.

Elaboração: Instituto Mauro Borges / Segplan-GO

 

Municípios goianos mais populosos – 2018

Município

População (hab)

Goiânia

1.495.705

Aparecida de Goiânia

565.957

Anápolis

381.970

Rio Verde

229.651

Águas Lindas de Goiás

207.070

Luziânia

205.023

Valparaíso de Goiás

164.723

Trindade

125.328

Formosa

119.506

Novo Gama

113.679

Senador Canedo

112.224

Catalão

106.618

Itumbiara

103.652

Jataí

99.674

Planaltina

89.181

Fonte: IBGE.

Elaboração: Instituto Mauro Borges / SEGPLAN-GO

Produto Interno Bruto (PIB)

Goiás é a nona economia brasileira com um PIB de R$ 189 bilhões (estimativa para 2017), que representa 2,8% do PIB nacional. Sua renda per capita resulta em R$ 27.457,63. Entre 2010 e 2017, o PIB goiano cresceua uma taxa média de 1,4% ao ano, desempenho acima do nacional, que ficou em 0,48%. Este bom desempenho manteve Goiás no seleto grupo das 10 maiores economias entre os estados da Federação.

O expressivo resultado deve-se à evolução do agronegócio goiano, do comércio e também ao crescimento e diversificação do setor industrial. Este setor teve na atividade de alimentos e bebidas, automobilística, fabricação de medicamentos, beneficiamento de minérios e, mais recentemente, na cadeia produtiva da cana-de-açúcar, seus grandes destaques.

Produto Interno Bruto – Vários Anos

Ano

Valores Correntes (R$ milhão)

Taxas de Crescimento (%)

Goiás

Brasil

Goiás

Brasil

2010

106.770

3.885.847

-

-

2011

121.297

4.376.382

5,8

4,0

2012

138.758

4.814.760

4,5

1,9

2013

151.300

5.331.619

3,1

3,0

2014

165.015

5.778.953

1,9

0,5

2015

173.632

5.995.787

-4,3

-3,5

2016*

178.948

6.266.895

-2,8

-3,5

2017*

189.129

6.593.000

1,9

1,0

Fonte: IBGE, IMB.

Elaboração: Instituto Mauro Borges / Segplan-GO
* estimativa

 

Produto Interno Bruto Per Capita – 2010-17

Ano

Valores Correntes (R$)

Goiás

Brasil

2010

17.783,32

20.371,64

2013

23.470,48

26.445,72

2014

25.296,60

28.500,24

2015

26.265,32

29.326,33

2016*

26.725,23

30.410,31

2017*

27.457,63

31.748,87

Fonte: IBGE, IMB.

Elaboração: Instituto Mauro Borges / Segplan-GO
* estimativa

Composição do PIB

Dentre os grandes setores da economia, o de Serviços é o que predomina em Goiás, representando 65,6% do fluxo de produção. Neste setor pode-se ressaltar o Comércio, tanto o varejista como o atacadista, bastante dinâmico principalmente na capital, bem como as atividades imobiliárias. O setor industrial participa com 24,5% no PIB goiano, e o agropecuário com 10,4% (2015). Embora tenha participação inferior, o setor agropecuário é de grande importância para a economia goiana, pois dele deriva a agroindústria, uma das atividades mais pujantes do estado, quer seja na produção de carnes, derivados de leite e de soja, molhos de tomates, condimentos e outros itens da indústria alimentícia, bem como na produção sucroenergética.

Composição do Produto Interno Bruto Goiano - 2015

Atividade

Valor Adicionado

Preços Correntes (R$ milhão)

Participação (%)

Agropecuária

16.107

10,4

Indústria

37.806

24,5

Serviços

100.660

65,1

Fonte: IBGE, IMB.

Elaboração: Instituto Mauro Borges / Segplan-GO

Composição do PIB Goiano em 2015: Serviços 65,1%, Indústria 24,5% e Agropecuária 10,4%

 

Maiores Economias Municipais - Goiás - 2015

Município

Valor do PIB (R$ milhões)

Goiânia

46.632.596

Anápolis

13.301.497

Aparecida de Goiânia

11.518.675

Rio Verde

8.078.600

Catalão

5.679.221

Itumbiara

3.971.950

Jataí

3.842.145

Luziânia

3.353.547

São Simão

3.106.227

Senador Canedo

2.685.910

Total dos Municípios

102.172.383

Participação no estado (%)

58,84

Estado de Goiás

173.631.663

Fonte: IBGE/Instituto Mauro Borges / Segplan-GO

Setores Econômicos

Agropecuária

Apesar da crescente industrialização, a agropecuária continua sendo uma atividade econômica importante em Goiás, uma vez que a produção de carnes e grãos impulsiona as exportações. O estado é o quarto produtor nacional de grãos com uma produção em torno de 22,815 milhões de toneladas o que representa 9,5% da produção de grãos brasileira. A pauta agrícola é bastante diversificada e composta principalmente por: soja, sorgo, milho, cana-de-açúcar, feijão, tomate, entre outros produtos.

A pecuária goiana também é altamente expressiva e posiciona o estado entre os maiores produtores do país. O rebanho bovino é o 2º no ranking brasileiro e é formado por 22,8 milhões de cabeças, com participação de 10,6% no efetivo nacional. A suinocultura e avicultura também se encontram consolidadas, principalmente na região Sudoeste Goiano. O estado se posiciona, em ambas, no 6º lugar no ranking nacional, cuja produção representa 5,0% e 5,3% da produção brasileira, respectivamente. O efetivo desses rebanhos cresceu muito a partir dos anos 2000 com a vinda de grandes empresas que atuam no setor de carnes.

Estado de Goiás: Principais Produtos Agrícolas - 2018*

Produto

Quantidade (Toneladas)

Participação Goiás/Brasil (%)

Cana-de-açúcar

76.082.607

11,08

Soja

11.369.134

9,74

Milho

8.691.532

10,73

Tomate

1.368.567

31,37

Sorgo

978.870

46,50

Feijão

325.100

10,00

Algodão herbáceo

100.802

2,11

Fonte: IBGE.

Elaboração: Instituto Mauro Borges / Segplan-GO
*Preliminar.

 

Estado de Goiás: Abate de Animais – 2017

Tipo de Animal

Nº de Cabeças

Participação Goiás/Brasil (%)

Aves

378.602.112

6,5

Bovinos

3.179.805

10,3

Suínos

1.760.903

4,1

Fonte: IBGE.
Elaboração: Instituto Mauro Borges / Segplan-GO

Indústria

Goiás é destaque na indústria de alimentos e bebidas, mineração, fármacos, fabricação de automóveis e etanol. É um dos estados líderes no ranking nacional da produção de commodities minerais e agrícolas e de medicamentos genéricos. Está, também, inserido na geografia da indústria automotiva nacional com grandes montadoras de veículos com cerca de 1,8% na indústria automotiva brasileira. A expectativa é de que Goiás se tornará o terceiro no ranking de produção automotiva do país.

O estado é o 2º maior produtor nacional de cana-de-açúcar (76 milhões de toneladas) e, em decorrência disso, Goiás é o 2º maior produtor nacional de etanol cuja produção na safra 2017/2018 atingiu 4,6 bilhões de litros. Ainda, na produção de açúcar o estado é o 4º maior com 2,3 milhões de toneladas. Para tanto, o número de usinas implantadas em Goiás aumentou bastante. Atualmente há 36 usinas em atividade, uma em implantação e duas suspensas.

A indústria da mineração em Goiás é bastante diversificada, apresentando segmentos modernos e gestão similar às das grandes corporações internacionais, ajustando-se ao cenário da economia global. São sete pólos distribuídos pelo estado, com produção de cobre, ouro, cobalto, níquel, nióbio, fosfato e vermiculita que ocupam posições importantes na cadeia produtiva nacional.

A diversificação produtiva da indústria goiana vem ocorrendo devido aos investimentos de grandes empresas privadas aqui instaladas ou em instalação. As principais atividades industriais de Goiás são a de alimento e bebidas, mineração e de automóveis e máquinas agrícolas.

Estrutura da Indústria Goiana

Participação das principais atividades industriais, 2015 (%)

Atividades

Participação (%)

Indústria de Transformação

100,0

Alimentos e bebidas

37,3

Fabricação de álcool

8,5

Medicamentos

6,9

Automóveis, camionetas e utilitários

7,0

Produtos químicos (adubos, fertilizantes, defensivos)

3,4

Metalurgia

2,7

Minerais não metálicos

4,7

Demais segmentos

28,5

Fonte: IBGE/Instituto Mauro Borges / Segplan-GO

Comércio Exterior

Goiás tem apresentado nos últimos anos boa performance exportadora. Em 2017, as exportações somaram US$ 6,9 bilhões e as importações US$ 3,2 bilhões. A pauta exportadora reflete as vantagens competitivas de Goiás em recursos naturais, estando concentrada em produtos básicos, sobretudo commodities agrícolas e minerais, quais sejam: complexos de soja e de carne, milho, cobre e ferroligas, principalmente. A corrente de comércio chegou a US$ 10,1 bilhões em 2017. Em 2005 era de US$ 2,5 bilhões.

China, Países Baixos, Índia, Rússia e Irã foram os principais destinos dos produtos goianos em 2017. Os produtos importados vêm principalmente dos Estados Unidos, Alemanha, Coréia do Sul, Japão e China, sendo grande parte das compras composta de itens para as montadoras de veículos e máquinas agrícolas e insumos para as indústrias farmacêuticas e de fertilizantes instaladas no estado. Em 2017, Goiás comercializou com 154 países.

Principais Produtos Exportados - Goiás - 2017

Produtos

Em Milhões de US$ FOB

Participação (%)

Exportação

6.905,34

100,00

Complexo soja

2.680,87

38,82

Complexo minério

1.424,04

20,62

Ferroligas

562,05

8,14

Sulfetos de minérios de cobre

429,23

6,22

Ouro

369,98

5,36

Amianto

53,82

0,78

Complexo carne

1.245,40

18,04

Carne bovina

803,57

11,64

Carne avícola

346,50

5,02

Carne de suínos

80,29

1,16

Milho e derivados

538,20

7,79

Açúcares

364,42

5,28

Couros

290,69

4,21

Demais produtos

361,73

5,24

Fonte: MDIC.
Elaboração: Instituto Mauro Borges / Segplan-GO

 

Principais Produtos Importados - Goiás - 2017

Produtos

Em Milhões de US$ FOB

Participação (%)

Importação

3.237,28

100,00

Produtos farmacêuticos

1.106,20

34,17

Veículos automóveis, tratores, partes e acessórios

467,74

14,45

Adubos (fertilizantes)

463,97

14,33

Reatores nucleares, caldeiras, máquinas, etc.

294,07

9,08

Produtos químicos orgânicos

271,57

8,39

Demais produtos

633,73

19,58

Fonte: MDIC. Elaboração: Instituto Mauro Borges / Segplan-GO

 

Estado de Goiás - Exportação e Importação, Principais países de destino e origem do comércio exterior - 2017

Países de Destino

Exportação

Países de Origem

Importação

Em Milhões de US$ FOB

Participação (%)

Em Milhões de US$ FOB

Participação (%)

China

2.124,37

30,8

Estados Unidos

560,83

17,3

Países Baixos (Holanda)

536,66

7,8

Alemanha

463,32

14,3

Índia

390,59

5,7

Coreia do Sul

346,26

10,7

Rússia

274,85

4,0

Japão

239,71

7,4

Irã

248,90

3,6

China

223,28

6,9

TOTAL

6.905,34

 

TOTAL

3.237,28

 

Fonte: IBGE. Elaboração: Instituto Mauro Borges / Segplan-GO
*Janeiro a Setembro.

 

 

Infraestrutura

Rodovias

A malha rodoviária goiana é composta de 28,0 mil km de rodovias dos quais cerca de 53% são pavimentados. Há 1.278,7 km de rodovias duplicadas sendo 60% delas federais e o restante estaduais. As principais rodovias federais do estado são a BR-153 que atravessa toda sua extensão ligando o norte ao sul do país, a BR-060, que liga Goiânia a Brasília bem como o sudoeste goiano e a BR-050, que liga o Distrito Federal ao sul do Brasil.

Ferrovias

Goiás dispõe de 685 km da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) que atende o sudeste do estado e o Distrito Federal. A FCA tem 7.080 km de extensão e é considerada o principal e mais eficiente eixo de conexão entre as regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Integra grandes portos como os de Vitória-ES, Santos-SP, Angra dos Reis-RJ, de Salvador (BA) e Porto Seco de Anápolis-GO. É um grande corredor de importação e exportação de produtos para Goiás como: açúcar, adubos e fertilizantes, derivados de petróleo e álcool, produtos siderúrgicos, soja e farelo de soja, fosfato, ferro-gusa, minérios, contêineres de carga geral.

A Ferrovia Norte-Sul entre Anápolis-GO e Açailândia-MA está pronta para operação e se integrarão ao trecho da Ferrovia Carajás que leva ao porto de Itaqui no Maranhão.Outro trecho da ferrovia Norte-Sul, 1.537 quilômetros entre Porto Nacional (TO) e Estrela d'Oeste (SP), que passa por Goiás, que ainda falta ocorrer a concessão para operação. Essa ferrovia tem, em território goiano,991 km de trilhos, os quais atravessarão as regiões norte, central e o sudoeste do estado. A expectativa é que ela mude o perfil econômico do Brasil Central. Quando em funcionamento, esse modal permitirá alcançar os portos do norte do país e consolidará a cidade de Anápolis como uma inédita referência logística bem no centro do Brasil.

Goiás também será contemplado com um trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). Esta ferrovia é a primeira parte de um projeto de grandes proporções, a Ferrovia Transcontinental, com 4.400 quilômetros de extensão, que ligará o litoral brasileiro à fronteira Brasil-Peru. Há trechos entre Ilhéus-BA e Figueirópolis-TO em construção, já o trecho a partir do estado do Tocantins está sem previsão de início. O trecho goiano dessa ferrovia será de 210 km, saindo de Campinorte e passando pelos municípios de Nova Iguaçu de Goiás, Pilar de Goiás, Santa Terezinha de Goiás, Crixás e Nova Crixás até alcançar a fronteira com o Mato Grosso.

Porto de São Simão

Com 2.400 km de extensão, a Hidrovia Tietê-Paraná tem como trecho mais relevante o percurso entre São Simão-GO e Pederneiras (SP), sendo responsável pelo transporte de grande parte de grãos e farelos do Centro Oeste, o que favorece de forma econômica e segura o escoamento de parte da produção goiana de grãos. O Complexo Portuário de São Simão, localizado à margem direita do Rio Paranaíba, no sul de Goiás, transporta madeira, carvão, adubo e areia, mas também, grandes empresas transportam soja, farelo de soja e milho. Portanto, por este porto passa boa parte dos produtos que predominam na pauta goiana de exportação. As mercadorias vão de São Simão até Pederneiras ou Anhembi-SP em barcaças e depois seguem por modal ferroviário ou rodoviário até o porto de Santos-SP. O complexo de São Simão possui capacidade de armazenagem total, somando todos os terminais, de 2,506 milhões de toneladas/ano.

Estação Aduaneira Interior – Porto Seco de Anápolis

O Porto Seco Centro Oeste S/A é um terminal alfandegado de uso público destinado à armazenagem e à movimentação de mercadorias nacionais, importadas ou destinadas à exportação, sendo utilizado como facilitador das operações de comércio exterior. Atende aos setores de agricultura, siderurgia, construção e farmoquímicos; produtos florestais e minerais; bens de consumo (alimentos, bebidas e têxteis) e bens duráveis (automobilístico e eletroeletrônico), entre outros. Há uma área de aproximadamente 400 mil m² com estrutura e com capacidade para atender fluxo de mercadorias do mercado interno e externo. Oferece vantagens competitivas para as empresas que buscam viabilizar a armazenagem e a movimentação de suas cargas com total segurança e confiabilidade.

Em termos de logística, a localização do Porto Seco goiano é a melhor de todo o interior brasileiro. Ele está situado na cidade de Anápolis, distante 53 km da capital do estado, Goiânia, e 159 km de Brasília, local de entroncamento de importantes rodovias. Quando em operação, a Ferrovia Norte-Sul será ligada ao ramal ferroviário da FCA - Ferrovia Centro-Atlântica.Por associar os modais rodoviário e ferroviário, pelo Porto Seco de Anápolis podem ser transportados os mais diversos tipos de cargas, interligando todo o mercado do Centro-Oeste a outros pontos do país.

Assim, o município de Anápolis está prestes a representar o marco zero da interligação entre as ferrovias Norte-Sul e Centro-Atlântica. As operações de movimentação e distribuição do Porto Seco Centro Oeste S/A colocará o município na rota dos grandes projetos logísticos do Brasil, aumentando sua capacidade operacional e de ligação com as regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste.

Plataforma Logística Multimodal de Goiás

A Plataforma Logística Multimodal de Goiás, em fase de implantação em Anápolis, irá consolidar a cidade como um dos principais centros distribuidores do país. Anápolis, devido à localização estratégica é considerada o "Trevo do Brasil" pela facilidade natural de integração aos demais centros consumidores do país. Em um raio de 1.000 quilômetros, encontra-se em torno de 75% do mercado consumidor brasileiro. Situa-se a aproximadamente duas horas de voo para a maioria das capitais do país. Essa condição será fortalecida com a integração inteligente de variados modais (terminais, armazéns, rodovia e ferrovia).

Anápolis conta ainda com o maior distrito industrial do estado, o DAIA-Distrito Agroindustrial de Anápolis com cerca de 154 empresas instaladas. O Distrito Industrial abriga o 2º polo farmacêutico do Brasil com cerca de 20 empresas, além de outras indústrias. Quanto ao modal aéreo, o Aeroporto de Cargas de Anápolis que está em fase final de conclusão de suas obras, faltando apenas as obras do pátio de manobras e dos hangares, permitirá a movimentação de aeronaves com 400 toneladas de carga.

O projeto global dessa Plataforma prevê terminais de frete aéreo, aeroporto internacional de cargas, polo de serviços e administração, centro de carga rodoviária e terminal de carga ferroviária.Quando em funcionamento, a Plataforma Logística combinará multimodalidade, telemática e otimização de fretes, promovendo assim o conceito de central de inteligência logística.

Energia

O parque gerador elétrico goiano destaca-se pela geração de eletricidade através de energia renovável, principalmente a hidráulica, em função da disponibilidade de fontes e de seus custos de geração que são técnica e economicamente viáveis e muito importantes para a sustentabilidade de sua matriz energética.

O parque gerador elétrico compõe-se de 147 usinas em operação com capacidade instalada de 7.574.929 KW de potência. Desse total, 71,1% são gerados por usinas hidrelétricas e 23,3% por usinas termelétricas. Além das usinas em operação, há 18 outras em construção ou com outorga de concessão, cujo potencial soma 369.088 kW. A expansão acelerada da indústria sucroenergética permite, além da produção de açúcar e etanol, também a implantação de projetos de cogeração, que contribuem para o parque gerador elétrico goiano.

Existem 96 usinas termelétricas em operação em Goiás, cujo potencial de geração soma 1.761.976kW, sendo os principais combustíveis utilizados o bagaço de cana-de-açúcar e o óleo diesel. Ainda, há 5 usinas termelétricas em construção e em outorga que contribuirão com mais 118.780 kW para o sistema de geração estadual.

Linhas de Financiamento

O Programa de Desenvolvimento Industrial do estado de Goiás (Produzir) foi criado para contribuir com a expansão, modernização e diversificação do setor industrial goiano, estimulando a realização de investimentos, a renovação tecnológica e o aumento da competitividade estadual. Propicia a redução do custo de produção da empresa, através do financiamento de até 73% do ICMS devido pelo período de até 15 anos.

As principais versões do Produzir são as seguintes:

  • Microproduzir (incentivo às micro e pequenas empresas);
  • Teleproduzir (incentivo à implantação de call-centers);
  • Centroproduzir (incentivo à instalação de central única de distribuição de produtos de informática, telecomunicação, móvel, eletroeletrônico e utilidades domésticas em geral);
  • Logproduzir (incentivo às empresas operadoras de logística);
  • Comexproduzir (Incentivo às operações de comércio exterior);

Além desses programas de incentivo, Goiás conta ainda com recursos do Fundo Constitucional do Centro Oeste (FCO). O FCO foi criado em 1988 com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Centro-Oeste brasileiro. O aporte permanente dos recursos do Fundo, pela União, (29% para Goiás, 29% para Mato Grosso, 23% para Mato Grosso do Sul e 19% para o Distrito Federal) possibilita financiamentos de longo prazo para os setores econômicos, gerando novas perspectivas de investimentos para o empresariado.

Goiás capta em média 27% do FCO ou R$ 4 bilhões anuais em investimentos. Desse aporte, cerca de 50% foram direcionados para a modalidade empresarial e 50% para financiamento de atividades rurais.

Meio Ambiente

O território goiano é coberto predominantemente pelo tipo de vegetação escassa do cerrado, com árvores e arbustos de galhos tortuosos, cascas grossas, folhas cobertas por pelos e raízes muito profundas. Goiás é o estado com a maior presença de Cerrado, possuindo mais de 90% de seu território dentro dos limites oficiais do bioma. Segundo maior bioma do Brasil e da América do Sul, menor apenas que a Amazônia, o Cerrado concentra 1/3 da biodiversidade nacional e 5% da flora e fauna mundiais. A flora do Cerrado é considerada a mais rica savana do mundo e estimam-se entre 4 e 7 mil espécies habitando esta região. O bioma foi classificado como uma das 34 áreas prioritárias mundiais para conservação da biodiversidade (hotspots).

Goiás possui características peculiares em relação à sua hidrografia. Seus rios alimentam três importantes Regiões Hidrográficas do país (Araguaia/Tocantins, São Francisco e Paraná). A rede de drenagens é densa e constituída de rios de médio e grande porte, contudo a navegabilidade é, em parte, prejudicada pelo grande número de cachoeiras e corredeiras. Os lagos artificiais representam 1,6% do território goiano e são em número de oito sendo que o Lago de Serra da Mesa, formado pelo represamento do Rio Tocantins, é o quinto maior lago do Brasil em área alagada, 1.758km², e o primeiro em volume d’água, 54 bilhões de m³.

O território goiano possui dois parques nacionais: das Emas e Chapada dos Veadeiros; 12 (doze) áreas definidas como parques estaduais, onde se destacam o Parque da Serra de Caldas Novas e o Parque de Terra Ronca, além de inúmeras outras unidades de proteção ambiental.

Educação Superior

A rede atual de instituições públicas e privadas de ensino existente no estado de Goiás oferece condições adequadas para a qualificação de mão de obra técnica, tanto de nível médio, como de nível superior, destacando-se: a Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Estadual de Goiás (UEG), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG) com 27 unidades, além de quatro instituições municipais, distribuídos em várias regiões do estado. No setor privado de ensino superior há 85 estabelecimentos. A rede de educação superior goiana realizou 209.158 matrículas e o número de concluintes foi de 31.111.

Turismo

O turismo em Goiás está ancorado em suas belezas naturais proporcionadas pela fauna e flora exuberantes do Cerrado, belas cachoeiras, serras, rios e chapadas, como também no reconhecido patrimônio histórico, com tradições culturais altamente representativas e culinária rica e saborosa. São dez as regiões que dividem Goiás numa verdadeira rota de descobrimentos, aventuras, descanso e muita diversão, dentre as quais se destacam:

  • Região Agro-ecológica - compreende o Parque Nacional das Emas - Sítio Natural do Patrimônio Mundial e Reserva da Biosfera do Pantanal, reconhecidos pela UNESCO.
  • Região Vale do Araguaia - este rio vem se tornando um dos melhores polos de ecoturismo, lazer, pesca esportiva e camping do País. Os portões de entrada para o rio são as cidades de Aragarças, Aruanã e as vilas de Bandeirantes e Luís Alves.
  • Região do Ouro - compreendendo as cidades de Pirenópolis (Patrimônio Histórico Nacional), Corumbá de Goiás (Sítio Histórico Estadual), Cidade de Goiás (Sítio Histórico do Patrimônio Mundial) e o Parque Estadual da Serra dos Pirineus.
  • Região das Águas - "A maior fonte de águas termais do mundo", com temperaturas que variam de 30º a 57ºC e comprovada capacidade terapêutica, está localizada em Caldas Novas e Rio Quente, municípios que abrigam o maior complexo hoteleiro de Goiás.

O Ecoturismo é bastante praticado devido à presençaem território goiano de dois dos principais parques nacionais do Brasil, o da Chapada dos Veadeiros e o das Emas. E, ainda,a presença do segundo mais importante sítio arqueológico do país, em Serranópolis; um dos campos rupestres com maior diversidade de flora do Brasil, localizado no Parque Estadual dos Pireneus, em Pirenópolis; e as belíssimas formações rochosas dos parques estaduais da Serra Dourada e da Serra de Caldas.

Goiás também atrai pescadores e amantes da natureza que buscam usufruir dos seus belos rios, lagos, lagoas e, principalmente o Rio Araguaia que apresenta adequada estrutura de lazer e entretenimento.Toda essa riqueza natural e artificial coloca o estado em condição privilegiada também para a prática de turismo náutico.